Na terça-feira a Zero Hora trazia uma foto impressionante na capa, a foto ilustrava esta matéria. Duvido que em situações ordinárias uma foto como esta, sem foco e mal composta, faria a capa do maior jornal do estado, mas eu duvido que alguma outra foto teria um impacto tão grande.
Tentando excluir a notícia e analisando a foto sozinha ela já é assustadora. A pose do homem nela e o fato de não podermos identificá-lo causa um grande desconforto, depois de saber do que se trata o tal desconforto aumenta: E se for meu vizinho? Meu marido? Meu professor? Como vou saber ao andar pelo centro se essa pessoa está por ali? Desde que voltei a morar em Porto Alegre ainda não presenciei um crime e estava “reclamando” disso com uns amigos porque isso me deixa mal acostumado, gera um falso conforto e sensação de segurança assim fazendo com que eu me torne relaxado com isso. Saio e esqueço janelas abertas, paro em sinaleiras sem deixar espaço para manobras e até baixo o vidro para falar com mendigos.
Meu sonho é morar em um lugar (que eu sei que existe) onde eu possa caminhar tranquilamente com minha câmera durante a noite, não precisa ser durante o meio da noite mas 22 horas me parece um horário justo.
Voltando para a fotografia hoje o moço desfocado e intimidador saiu novamente no jornal, foi capturado ontem, e com foco ele não é tão assustador, mas se eu o ver certamente vou atravessar a rua.




Abril 10, 2008 às 1:20 pm
A foto foi da Adriana Franciosi, adoro ela
VI uma palestra uma vez, ela é mentre em fotojornalismo.
e sim, redenção é por causa do parque
Abril 13, 2008 às 6:36 pm
eu também tenho esse “falso conforto”, mas eu queria tanto continuar com ele hehehe
é mais tranquilo assim!
e onde é essa cidade que dá pra andar com a câmera na rua às 22h??????
Abril 13, 2008 às 6:41 pm
Paris, Amsterdam e por aí vai… Todas eu andei com câmera na mão, as vezes as 3 da manhã (tem uma crase por aí)